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terça-feira, 1 de maio de 2012

Pinhão é coisa do sul...

Ontem um amigo postou no facebook uma foto de um fogão à lenha com a chapa cheia de pinhões! Tudo estaria certinho demais, não fosse o pequeno detalhe de eu, gaúcha, morar no Pará! Aqui nem pensar um fogão à lenha daqueles do sul... ainda bem que tem pinhão! Cozinho ele na pressão e me delicio!!! hehe
Ok, o pinhão nem é do mesmo ano, às vezes encontro uns mofados, mas nem tô vendo... aqui entre nós, separo esse e cozinho todos os demais! E adoro!!!! Como mesmo, todinhos!!!! Olha aí, eles não são lindos???


E você? Onde você está? Também sente falta do pinhão nosso de cada inverno???

sábado, 15 de maio de 2010

Histórias de tradição!

Vejam essa, que saiu na Zero Hora (principal Jornal no RS):

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2905348.xml&d

Não sei em vocês, mas em mim dói ver a tradição desaparecendo... desaparecendo... desaparecendo...

Geral | 15/05/2010 | 04h34min

52 histórias: como o progresso mudou a vida de um carreteiro
Vender a carreta não era algo que estava nos planos de Glaito 20 anos atrás
Nilson Mariano | nilson.mariano@zerohora.com.br

Os gaúchos que sobrevivem do transporte com carros de boi estão ameaçados. na série de matérias sobre personagens marcantes que frequentaram as páginas de ZH nos últimos 46 anos, revela-se o drama de Glaito Langendorf, de São Gabriel, que colocou sua carreta à venda.

As carretas de boi estão apodrecendo de inatividade nas coxilhas de Vista Alegre, a 59 quilômetros de São Gabriel, como testemunhas silenciosas do ocaso de uma era.

Sentado à sombra de um cinamomo, usando a bombacha azul-escura domingueira, Glaito Barbosa Langendorf, 47 anos, explica por que colocou à venda o maior dos seus veículos, por R$ 1 mil.

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– Não adianta esfregar sabonete em cabeça de burro – ressalta.

Percebendo que o dito gauchesco não foi bem entendido pelos visitantes, Glaito completa o esclarecimento, abrindo os braços para reforçar a situação de desânimo:

– Onde já se viu lavar cabeça de burro? Estamos numa maleza.

Credo!

Ele quer negociar a velha carreta antes que o madeirame de ipê seja carcomido pela ação do sol e da chuva, e as peças de metal enferrujem na intempérie. Amadureceu a venda a partir de fevereiro de 2009, numa carreteada à cidade de São Gabriel. Ao voltar da jornada de 118 quilômetros – ida e volta –, Glaito se estarreceu quando os bois Caju, Macaco, Dourado e Jardim deitaram. Não estavam cansados, mas mutilados. Não puderam levantar durante quatro dias, os cascos se estropiaram.

O carreteiro fazia pelo menos uma viagem por mês a São Gabriel, transportando de 400 a 500 quilos de batata-doce, mandioca, melancia, ovos, galinhas e leitões vivos, mais amendoim, moranga, abóbora, queijo, charque e frutas. Levava dois dias para chegar à cidade, dois dias para vender a mercadoria de porta em porta, mais dois dias para voltar a Vista Alegre. Na guaiaca, trazia um salário mínimo de lucro. Isso até que a estrada de chão fosse pavimentada com pedras.

O que acelerou o trânsito para automóveis e ônibus, livrando os motoristas dos atoleiros em dias de chuvarada, decretou a ruína dos carreteiros. Bois não podem calçar ferraduras, como os cavalos – e estes não têm força para tracionar cargas pesadas. Para os bovinos, com seus cascos de miolo molengo, pedregulho é prego em brasa.

Bois são indispensáveis na propriedade de 18 hectares de Glaito – e nos minifúndios dos cerca de 40 vizinhos, quase todos donos de carretas que se deterioram ao léu. É com a hercúlea mansidão desses bichos que eles aram a terra, arrastam moirões, escoam a safra, movem suas vidas.

A cascalheira da única estrada também desconjunta as carretas, avariando principalmente o cilindro do eixo e a chapa das rodas. Como sobrevive da venda do que produz, Glaito tentou despachar a carga por ônibus, mas amargou prejuízos. Cobraram-lhe R$ 48 de frete e não pôde embarcar animais vivos – justamente os mais valiosos. Cada leitãozinho custa R$ 30. Uma galinha, das gordas e poedeira, vale R$ 7.

QUEIJO E CHARQUE SOFREM RESTRIÇÃO

Não bastassem as pedras no caminho, outro golpe se abateu sobre os carreteiros. Donos de bodegas de São Gabriel estão recusando o queijo colonial e a carne seca, por temer os fiscais de saúde. Mulher de Glaito, Claudete, 40 anos, não entende o que chama de implicância. São alimentos que a família consome e oferece às visitas, sem que nunca alguém sofresse dor de barriga.

– Só pode ser coisa dos frigoríficos – irrita-se Glaito, diante da casa de parede sem reboco, a aba do chapéu aparando os raios oblíquos do sol.

Guiar carros de boi é um atavismo para Glaito. O pai e o avô foram carreteiros de lei. O bisavô João Langendorf, que teria vindo da Alemanha, também o foi. No inverno de 1990, quando foi fotografado por ZH conduzindo a carreta a pé, portando a aguilhada de três metros e a conversar com os bois Tarumã e Baíto, não imaginava que seu ganha-pão estivesse a perigo.

A agonia do reduto gaúcho de carreteiros provoca consternação. Eles são considerados os construtores do Rio Grande do Sul pelo historiador Osório Santana Figueiredo, de São Gabriel. Os pioneiros abriram estradas, ajudaram a demarcar as fronteiras, abasteceram povoados, serviram de trem de guerra e de hospital nas revoluções.

O mais primitivo meio de transporte a rodar, no entanto, parece condenado pelas pedras do progresso. As colinas de Vista Alegre, que descortinam paisagens vertiginosas no pampa, estão se tornando um cemitério de carretas. Os gritos de Glaito ao tanger os bois podem virar ecos do passado:

– Caju, ochê! Dourado, Jardim, pra lá. Macaco, vamo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Chuva, inverno e Belém do Pará




A foto não é minha, é da Silma, minha sócia... ela é de Macapá, no Amapá e eu, bom, como vocês sabem não sou Paraense, nem Amapaense...
Nasci no Rio Grande do Sul, na cidade de Passo Fundo. No RS temos as 4 estações bem definidas. No Pará temos 2 estações, não tão bem definidas assim! É a densidade pluviométrica quem define se estamos no inverno ou no verão! Isso causa, na minha cebeça, até hoje uma certa confusão, pois além de reduzir as estações pela metade elas ainda funcionam com o hemisfério Norte, ou seja, ao contrário das estações no hemisfério Sul. Mas o que isso significa na prática? Simples: quando é verão em Belém é inverno em Porto Alegre. Simples dessa forma! Nesse caso, a confusão acontece: falo com minha familia no RS e eles me contam que estão de casaco, cachecol e meias grossas, em pleno inverno gaúcho e eu aqui, em Belém de saia e camisetinha! E quando eles estão derretendo no abafado verão gaúcho eu aqui, em pleno inverno. Inverno? Na minha cabeça isso não "fecha"!
Aqui as estações (2) são Inverno e Verão, só que as descrevemos assim: no verão chove todo dia e no inverno chove o dia todo! Um dia desses eu conversava aqui, com algumas pessoas que são da região e me disseram que o Natal não tem tido clima de Natal, pois não fica mais nublado e chuvoso nesse período, só tem sol! E eu que achava que isso era normal! Fui criada com pleno verão no Natal! hhahaha Agora que começou mesmo a chover, a inundar os canais e as ruas à tarde, escuto por aí: "Ah, agora sim, o Inverno chegou!"...
É... assim é o Pará, assim é Belém... e minha cabeça tem que se adaptar a isso também, já que, apesar dos 10 anos aqui (quase isso mesmo!), ainda não me adaptei a esse detalhe tão importante!!!

Tchau gente! Até mais!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Chuva...

Pessoal,

Esse twitter é muito doido mesmo! Tem cada coisa que as pessoas descobrem! Sigo o Ney Messias, jornalista aqui de Belém, que encontra cada pérola na net! A última dele é esse site, que reproduz o barulho daquelas chuvas boas, sabe, daquelas bem gostosas! Entra aí e sente uma chuvinha das clássicas, que dão vontade de deitar na rede e dormir, seja a que horas for isso!!! hahaha

Certamente muitos de vocês sabem que uma das principais características de Belém é a chuva. Chove todos os dias. No verão, todo dia, no inverno, o dia todo! Experimenta!

experimenta o site e depois me conta: http://www.rainymood.com/

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Neblina em Belém!


Hoje Belém estava realmente com cara de inverno... se é que isso é possível aqui na zona do Equador! Os prédios com mais de 10 andares estavam com seus topos escondidinhos pela neblina! Lembrei saudosa da neblina gaúcha, que inunda as ruas e caminhos dos pampas gaúchos e das cidades... a diferença é que aqui não tinha frio!!! heheh
Mas Belém estava linda!